Uma prefeitura abriu novas vagas para cadastro no programa Minha Casa Minha Vida, com atendimentos agendados em abril de 2026. Ao todo, foram disponibilizadas 345 vagas.
As vagas costumam se esgotar rapidamente, e quem não conseguir agendar dentro desse período precisará aguardar uma nova abertura. Mas como funciona o cadastro? Quem pode participar? E quais documentos são necessários? Confira abaixo.
O que é o Minha Casa Minha Vida?
O Minha Casa Minha Vida é o maior programa habitacional do governo federal. Ele oferece subsídios, taxas de juros reduzidas e condições especiais de financiamento para que famílias de baixa e média renda consigam adquirir a casa própria. O programa é dividido em quatro faixas de renda, cada uma com benefícios específicos.
Quem pode se inscrever?
O programa é voltado para famílias de baixa e média renda que ainda não possuem imóvel próprio e nunca foram beneficiadas por programa habitacional do governo federal. Para participar, a família precisa atender a alguns critérios básicos ao mesmo tempo:
- Renda familiar bruta dentro dos limites do programa (até R$ 13.000 mensais para áreas urbanas);
- Não possuir imóvel residencial em nome próprio;
- Não ter sido beneficiado anteriormente por programa habitacional federal;
- Não ter financiamento habitacional ativo;
- Estar com o NIS (Número de Identificação Social) atualizado.
Onde e como fazer o cadastro?
O novo agendamento foi aberto pela Prefeitura de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e é voltado para a Faixa 1 do programa, que atende famílias com renda mensal bruta de até R$ 3.200.
O agendamento é feito pelo Portal Colabore+, onde o morador escolhe a data e o horário para comparecer presencialmente à Secretaria de Habitação, localizada na Avenida Presidente Kennedy, nº 425, sala 145, no Centro. No atendimento, será necessário apresentar os documentos para realizar a inscrição no programa.
Como funciona o financiamento na Faixa 1?
Na Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, o governo federal arca com até 95% do valor do imóvel por meio de subsídio. Isso significa que a família paga apenas uma pequena parcela do valor total da moradia.
As prestações são calculadas com base na renda familiar e podem variar de R$ 80 a R$ 330 por mês, com prazo geralmente estendido por anos (até 30 ou 35 anos). Não há cobrança de juros nessa faixa, o que torna o programa acessível mesmo para famílias em situação de maior vulnerabilidade.
É importante destacar que o imóvel fica em nome do beneficiário, mas não pode ser vendido, alugado ou cedido durante o período do contrato.
Quais documentos levar?
Para o atendimento presencial na Secretaria de Habitação, o morador deve comparecer com os seguintes documentos:
- Documento de identidade (RG) e CPF;
- Comprovante de residência atualizado;
- Comprovante de renda (contracheque, declaração de autônomo ou extrato bancário);
- Comprovante de estado civil (certidão de casamento, nascimento ou união estável);
- NIS atualizado (pode ser consultado pelo CadÚnico).

Faixas de renda atualizadas (abril/2026)
O governo federal atualizou recentemente as faixas de renda do Minha Casa Minha Vida pela Portaria MCID nº 333, publicada em 1º de abril de 2026. Confira os novos valores para áreas urbanas:
- Faixa 1: renda bruta familiar de até R$ 3.200;
- Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000;
- Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 8.600;
- Faixa 4: renda de R$ 8.600,01 a R$ 13.000.
Com a atualização, famílias que antes estavam na Faixa 2 agora podem ser enquadradas na Faixa 1 e ter acesso a juros ainda mais baixos.
Dicas para garantir sua vaga
As vagas para agendamento costumam acabar em poucas horas. Confira orientações para não perder a oportunidade:
- Acesse o Portal Colabore+ quanto antes e faça o agendamento imediatamente.
- Mantenha o NIS atualizado — sem ele, a inscrição não é aceita.
- Reúna todos os documentos com antecedência para não perder o atendimento.
- Leve cópias e originais de todos os documentos no dia marcado.
- Desconfie de intermediários que cobram para fazer a inscrição — o cadastro é gratuito.
- Se as vagas já tiverem se esgotado, fique atento ao portal para novas aberturas nos próximos meses.
O que acontece após a inscrição?
Após realizar o cadastro na Secretaria de Habitação, o morador entra no banco de dados do município. A partir daí, a indicação para as unidades habitacionais é feita pela prefeitura, conforme surgem imóveis disponíveis na região.
A validação final é realizada pela Caixa Econômica Federal, que confere a documentação e verifica se a família atende a todos os critérios do programa. Uma vez aprovado, o contrato é assinado e as chaves são entregues.
Continue acessando o portal Portal Melhor Idade para acompanhar todas as novidades sobre o Minha Casa Minha Vida. E para entender tudo sobre as mudanças do programa, assista ao vídeo completo abaixo:








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