Em Lajeado Novo, Maranhão, uma tempestade trouxe uma tragédia inesperada: mais de 350 periquitos morreram após a queda de um eucalipto onde estavam empoleirados. O que fez essas aves, normalmente ágeis, ficarem imóvel diante do perigo? Continue lendo para entender essa comoção na natureza e o impacto desse episódio na região.
Mais de 360 periquitos morreram após a queda de uma árvore durante uma tempestade
Moradores de Lajeado Novo, no Maranhão, acordaram surpresos com um cenário trágico causado por uma tempestade recente. Muitas aves silvestres, entre elas centenas de periquitos, ocupavam o alto de um eucalipto quando a árvore desabou. O impacto mobilizou equipes de resgate e autoridades ambientais durante a noite.
Segundo o Ibama, mais de 350 periquitos morreram instantaneamente após a queda da árvore, na noite de quinta-feira (29), no povoado Passagem Boa. O acidente surpreendeu, pois nessas situações, a maioria dessas aves costuma conseguir fugir rapidamente – mas, dessa vez, quase todas permaneceram imóveis e aglomeradas.
Quando e onde ocorreu o caso?
A tragédia animal aconteceu durante uma forte tempestade em 29 de janeiro de 2026, na zona rural de Lajeado Novo, sudoeste do Maranhão. O abrigo principal das aves, uma árvore de eucalipto de aproximadamente 32 metros, não resistiu à força dos ventos e caiu ao solo.

Quantas aves morreram ou sobreviveram?
O cenário encontrado pelo resgate ambiental chocou até os mais experientes: mais de 350 periquitos mortos – muitos com fraturas expostas graves e sinais de trauma – e 27 resgatados ainda com vida. No transporte emergencial para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em São Luís, três desses sobreviventes não resistiram, reduzindo o número para 24 sob cuidados clínicos.
A maioria dos periquitos apresentava fraturas nas asas, além de desorientação e indícios de trauma craniano e choque hemorrágico, segundo Leonardo Moreira, veterinário da Uemasul envolvido nas buscas.
Ação de resgate coordenada entre Ibama e ICMBio
A mobilização partiu de denúncias de moradores chocados com a cena. Os órgãos ambientais Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Ibama chegaram ao local pouco depois das 10h da manhã seguinte. Rapidamente, recolheram os animais sobreviventes e deram início ao atendimento especializado.
O resgate também conteve moradores que tentavam levar as aves para casa – uma prática proibida pela legislação ambiental, reforçada por orientações do ICMBio.
Por que os periquitos não conseguiram voar?
Periquitos são aves silvestres diurnas. Durante a noite, elas se mantêm imóveis e amontoadas para evitar predadores, o que dificulta a reação em situações críticas. O acidente ocorreu enquanto as aves descansavam aglomeradas em um único lado do eucalipto, justamente aquele que tombou.
Outro aspecto agravante foi a forte chuva. As penas dos periquitos não são impermeáveis, como as de aves aquáticas, dificultando o voo se estiverem encharcadas. A pancada da queda e a ausência de tempo para reação explicam o alto número de mortes.
Estado de saúde das aves resgatadas
Os periquitos que sobreviveram ao desastre permanecem sob observação em São Luís. Segundo atualização dos veterinários envolvidos, muitos ainda demonstram sinais de trauma, mas há melhora no quadro clínico. O Ibama mantém o acompanhamento até a plena recuperação das aves que resistiram, buscando viabilizar uma futura reintrodução segura à natureza.
Impacto ambiental e alerta para a proteção animal
O acidente ressalta a fragilidade das aves silvestres frente às intempéries e ações humanas. Especialistas alertam para a importância de fortalecer campanhas de proteção animal e fiscalizações ambientais em todo o Maranhão, visando preservar espécies e minimizar riscos de tragédias semelhantes durante eventos climáticos extremos.
Encontrou um animal silvestre ferido? Acione imediatamente o ICMBio pelo telefone 0800-61-8080 ou o Ibama. Nunca tente recolher ou manter a ave em casa – é crime ambiental!
Perguntas Frequentes
Quantos periquitos estão sob cuidados atualmente?
Até a última atualização, 24 periquitos resgatados permanecem sob cuidados intensivos no Cetas do Ibama em São Luís.
Como a população pode ajudar em situações assim?
Moradores devem acionar imediatamente órgãos ambientais ao encontrar animais silvestres feridos, evitando retirá-los do local ou tentar domesticá-los.
A prática de manter aves silvestres em casa é crime?
Sim. Segundo a legislação ambiental brasileira, recolher ou manter aves silvestres sem autorização constitui crime, inclusive passível de multa.
Existe previsão para reintrodução dos periquitos sobreviventes?
Somente após total recuperação dos animais, especialistas devem avaliar a possibilidade de reintrodução. Isso depende das condições clínicas e da readaptação das aves.
Que outros riscos as tempestades trazem para fauna local?
Eventos extremos podem causar quedas de árvores, enchentes, exposição indevida de ninhos e mortes massivas de diversas espécies, incluindo aves, mamíferos e insetos.
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