O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou, nesta segunda-feira (17), uma nova previsão para esta terça (18) e quarta-feira (19), com temperaturas máximas próximas de 40°C em diversas áreas do país. Além do calor intenso, a previsão indica níveis críticos de umidade relativa do ar. Diante desse cenário, o INMET mantém avisos amarelo e laranja para baixa umidade até esta quarta-feira (19).
O Ministério da Saúde orienta a população a reforçar os cuidados durante períodos de calor extremo, especialmente com os idosos. Esse grupo é mais vulnerável às altas temperaturas devido às alterações fisiológicas relacionadas à idade e à maior ocorrência de doenças crônicas.
A onda de calor afeta 5 regiões do Brasil
Até esta quarta-feira (19/08), a previsão do INMET aponta tempo predominantemente estável, seco e quente em grande parte do território nacional, exceto por focos de instabilidade no Sul, oeste da Amazônia e trechos do litoral do Nordeste.
No Centro-Oeste e Sudeste, cidades como Cuiabá registram máximas de até 39°C. A região Norte, especialmente Porto Velho, chega a 38°C, enquanto o Nordeste interiorano mantém-se entre 35°C e 37°C, com mínimas noturnas que pouco aliviam o calor.
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ENTRAR NO GRUPO →O quadro é agravado pela baixa umidade atmosférica, com destaque para avisos laranja (perigo) e amarelo (perigo potencial) focados em Goiás, Tocantins, partes do Amazonas, Pará, Piauí e Bahia, elevando o risco de incêndios e impactos à saúde.
No Sul, instabilidades localizadas prolongam períodos de chuva no Rio Grande do Sul e melhoram as condições de umidade, mas boa parte do Paraná e Santa Catarina segue sob efeito de baixa umidade até o meio da semana.
El Niño
O Centro de Previsões Climáticas (CPC) dos Estados Unidos indica probabilidade de 90% de um evento El Niño muito forte para o último trimestre de 2026. Esse fenômeno, caracterizado pelo aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial, eleva mundialmente as temperaturas e altera padrões de chuva, trazendo temperaturas ainda mais acima da média ao Brasil.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a associação entre o El Niño intenso (2023-2024) e o aquecimento global explica o registro de 2024 como o ano mais quente da história, contexto que persiste e intensifica os episódios extremos em 2026.
Por que idosos são o grupo de maior risco nas ondas de calor?
Com o avanço da idade, o organismo passa a responder de forma diferente às temperaturas elevadas. Mecanismos naturais de proteção, como a sensação de sede e a transpiração, podem ficar menos eficientes, aumentando a vulnerabilidade dos idosos ao calor.
Além disso, doenças crônicas comuns nessa faixa etária, como insuficiência cardíaca, problemas respiratórios e hipertensão, podem dificultar a adaptação do corpo às altas temperaturas e elevar o risco de desidratação, exaustão pelo calor e insolação.
O uso de alguns medicamentos, como diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos e antipsicóticos, também pode interferir no equilíbrio de líquidos do organismo. Por isso, idosos expostos ao calor intenso podem precisar de acompanhamento mais atento de familiares, cuidadores e profissionais de saúde.
Impactos do calor extremo na saúde
Segundo o Ministério da Saúde, os principais impactos do calor extremo no organismo vão de desconforto a condições graves:
- Desidratação: perda excessiva de líquidos e eletrólitos que pode gerar tontura, fraqueza e queda da pressão arterial.
- Golpe de calor: quadro grave que pode levar à confusão mental, convulsões, perda de consciência e exigência de intervenção médica imediata.
- Agravamento de doenças crônicas: o esforço aumentado para manter a temperatura corporal pode descompensar doenças cardíacas, pulmonares ou renais.
- Problemas de saúde mental: ansiedade, irritação e até aumento de sintomas depressivos podem ocorrer em função do estresse térmico prolongado.
Sintomas como alteração súbita do comportamento, desorientação, fraqueza intensa e redução abrupta da funcionalidade precisam de avaliação médica durante períodos de onda de calor.

Imagem: Magnific
Cuidados recomendados para idosos durante ondas de calor
A principal estratégia é proteger os idosos do calor intenso mantendo-os em ambientes frescos e bem ventilados, evitando exposição ao sol entre 10h e 16h.
- Fechar cortinas e diminuir a incidência solar direta nos ambientes.
- Facilitar o acesso à água, oferecendo pequenas quantidades regularmente, mesmo sem manifestação de sede.
- Utilizar roupas leves e claras; optar por banhos mornos ou frescos para amenizar a sensação térmica.
- Evitar forçar ingestão de líquidos caso haja sinais de dificuldade para engolir ou confusão mental.
- Jamais suspender o uso de medicações contínuas sem orientação médica, mesmo nos dias mais quentes.
- Observar sinais de alerta, como diminuição do apetite, fraqueza súbita, sonolência e alteração no padrão de sono.
Quando necessário, buscar locais adaptados com melhor circulação de ar e não deixar idosos isolados em ambientes abafados. Orientações devem ser ajustadas para quem possui restrições de ingestão hídrica devido a insuficiência renal ou cardíaca, sempre em diálogo com a equipe que acompanha o paciente.
Fique por dentro de mais informações como essa todos os dias no Portal Melhor Idade.

















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