Em 2026, um novo cenário se abriu na saúde brasileira com a autorização para que profissionais da enfermagem possam prescrever medicamentos, inclusive antibióticos. Essa mudança foi oficializada por uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem, publicada no Diário Oficial da União. A medida gera debates sobre a legislação, impactos para a saúde pública e a rotina dos profissionais de saúde. Entenda abaixo como funciona a nova atribuição e confira as dúvidas mais comuns sobre o tema.
Como funciona a prescrição de antibióticos por enfermeiros
Segundo a nova resolução, o enfermeiro pode indicar antibióticos durante a consulta de enfermagem, desde que siga os protocolos estabelecidos pelo serviço de saúde e avalie as necessidades do paciente. Essa prescrição se destina a situações em que há fluxo definido pelo SUS ou por outras rotinas já regularizadas. A lista inicial inclui antibióticos usados em infecções comuns, mas pode ser ampliada conforme avaliação dos órgãos reguladores.
Legislação vigente
A Resolução do Conselho Federal de Enfermagem é baseada na Lei nº 7.498/1986, que regula o exercício da enfermagem, e nas normas do Ministério da Saúde para atenção básica. Segundo o CFM, enfermeiros podem administrar e orientar uso de medicamentos apenas após diagnóstico médico. A norma foi publicada e enfermeiros já atuam conforme a nova diretriz.
Benefícios para a saúde pública:
- Diminui a espera no SUS;
- Cresce o atendimento perto de casa;
- Potencialização de programas de vacinação e combate a infecções;
- Melhora no atendimento na rede da saúde pública;
- Diagnóstico rápido em lugares distantes;
- Resposta imediata a surtos;
- Enfermeiros ficam mais perto da comunidade;
- Resultados positivos comprovados em outros países que adotaram o modelo.
Como é realizada a capacitação dos profissionais de enfermagem
Os enfermeiros passam por formação superior, que inclui farmacologia, protocolos clínicos e práticas seguras. Para prescrever, é obrigatório o treinamento adicional oferecido pelas Secretarias de Saúde e reciclagem periódica sobre os protocolos de medicação. A atualização constante é exigência regulamentar e supervisionada pelos Conselhos Regionais de Enfermagem.
Riscos e cuidados na prescrição
Entidades médicas alertam para o risco do uso indevido de antibióticos e aumento da resistência bacteriana. Por isso, a legislação exige que os profissionais da enfermagem sigam protocolos e façam uso criterioso dessas medicações. O modelo busca conciliar agilidade no atendimento com a segurança do tratamento. Em casos mais graves, o enfermeiro é indicado a direcionar o paciente ao médico.
Além disso, toda prescrição fica registrada no sistema informatizado, permitindo auditorias e acompanhamento por farmacêuticos e responsáveis técnicos das unidades de saúde.
Diferença entre prescrição médica e de enfermagem
A prescrição médica abrange desde medicações simples até tratamentos complexos, com base em diagnóstico amplo. Já a prescrição de enfermagem segue protocolos definidos e é restrita a medicamentos padronizados para condições clínicas comuns, sempre focando na segurança do paciente e na resolutividade inicial dos casos.

Principais dúvidas
- Posso escolher ser atendido pelo médico?
Sim, basta avisar na unidade para ser encaminhado para consulta conforme a disponibilidade. - É seguro receber receita de antibiótico do enfermeiro?
Sim, desde que o profissional siga os protocolos e analise o caso individualmente. - Para onde reclamar de erro na prescrição?
Procure a Ouvidoria do SUS ou o Conselho Regional de Enfermagem do seu estado. - Quais antibióticos estão autorizados para prescrição?
A lista inicial inclui medicamentos amplamente utilizados em infecções respiratórias, urinárias e de pele. Exemplos: amoxicilina, azitromicina, penicilina e doxiciclina. A relação pode ser alterada conforme a revisão de protocolos.
Mais detalhes podem ser acompanhados na página oficial do Conselho Federal de Enfermagem.







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