Um golpe que usa uniforme, crachá e linguagem oficial está fazendo vítimas entre aposentados e pensionistas. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS emitiu alerta oficial confirmando que criminosos estão visitando residências fingindo ser servidores do instituto.
A abordagem é planejada para explorar a confiança que idosos depositam em órgãos públicos — e o resultado pode ser a entrega de dados pessoais, documentos e até senhas bancárias.
Confira como o golpe funciona em detalhes, os sinais que entregam a fraude, o que elaborar se a abordagem acontecer e como denunciar.
Como funciona o novo golpe do INSS em 2026
O esquema é sofisticado e bem ensaiado. Os criminosos escolhem como alvo principalmente idosos, pessoas com mobilidade reduzida e beneficiários que vivem sozinhos — público mais vulnerável e menos habituado a verificar informações pelos canais digitais do INSS. O esquema de golpe segue esse padrão:
- Chegada sem aviso prévio: os golpistas aparecem na residência sem nenhum contato anterior. A surpresa faz parte da estratégia — a vítima não tem tempo de verificar a visita pelos canais oficiais
- Apresentação com crachá falso: exibem documentos falsificados com nome, foto e suposta designação para “atendimento externo” ou “prova de vida presencial”. Os crachás têm aparência profissional e convencem à primeira vista
- Justificativa de urgência: afirmam que o benefício será suspenso ou cancelado se o segurado não cooperar imediatamente. O medo da perda do benefício é o principal gatilho emocional usado para pressionar a vítima
- Coleta de dados pessoais e bancários: após entrar na residência, solicitam CPF, RG, número do benefício, dados da conta e senhas. Em alguns casos, pedem selfies ou fotos de documentos
- Uso dos dados coletados: as informações são usadas para redirecionar pagamentos do INSS, contratar empréstimos consignados fraudulentos ou realizar outras operações financeiras em nome da vítima
Sinais de alerta para identificar visitas falsas do INSS
Conhecer os sinais que identificam a fraude é a primeira linha de defesa. Qualquer um destes pontos já é motivo suficiente para não abrir a porta:
- Visita sem agendamento prévio: o INSS sempre comunica visitas legítimas com antecedência pelos canais oficiais — Meu INSS, Central 135 ou agência presencial. Nenhum servidor aparece sem avisar.
- Pedido de dados pessoais ou bancários: servidores legítimos do INSS em visitas domiciliares autorizadas nunca pedem senhas, números de conta, cópias de documentos ou fotografias.
- Argumento de “prova de vida presencial”: a comprovação de vida é feita automaticamente por verificação de informações em bases de dados governamentais integradas. Não existe prova de vida presencial em domicílio.
- Pressão e urgência: frases como “seu benefício será bloqueado hoje” ou “preciso dos dados agora” são táticas de manipulação. O INSS não age dessa forma.
- Recusa em aguardar verificação: um servidor real não se recusa a aguardar enquanto o segurado liga para o 135 para confirmar a visita. Se o visitante pressionar para não verificar, é golpe.

Medidas preventivas para proteger-se contra fraudes
A prevenção começa antes da porta ser aberta. Compartilhe estas orientações com idosos da família e com pessoas que moram sozinhas:
- Nunca abra a porta sem identificar o visitante: use interfone, janela ou espie pela mirinha antes de abrir. Pedir que o visitante aguarde do lado de fora é um direito seu.
- Ligue para o 135 antes de qualquer coisa: informe o nome que consta no crachá e pergunte se há visita agendada para o seu endereço. A Central confirma ou nega em segundos.
- Avise um familiar ou vizinho: antes de atender qualquer visita inesperada, chame alguém de confiança. A presença de outra pessoa inibe a abordagem dos criminosos.
- Não forneça dados nem realize pagamentos: independentemente da justificativa apresentada, não entregue documentos, não informe senhas e não faça transferências.
- Consulte o Meu INSS regularmente: acesse o site para verificar o extrato do benefício, checar se há movimentações suspeitas e confirmar que os dados cadastrais estão corretos.
O que fazer se você ou um conhecido for vítima do golpe
Se a abordagem já aconteceu e dados foram fornecidos, a rapidez na ação faz diferença para limitar os danos. Siga estas etapas imediatamente:
- Contate o banco imediatamente: bloqueie cartões, altere senhas e informe o gerente sobre a situação para monitorar movimentações suspeitas.
- Ligue para o INSS pelo 135: informe o ocorrido e solicite o bloqueio preventivo do benefício. O instituto encaminha as denúncias à Procuradoria Federal Especializada e à Polícia Federal.
- Registre boletim de ocorrência: em uma delegacia presencialmente ou pelo site da Polícia Civil do seu estado. Guarde o número do B.O. para acompanhamento.
- Acione a Polícia Militar se os golpistas ainda estiverem no local: ligue imediatamente para o 190. Não tente confrontar os criminosos.
Contato oficial do INSS para esclarecimentos
Para verificar agendamentos, confirmar visitas, fazer denúncias ou esclarecer dúvidas sobre o benefício, use apenas os canais oficiais do INSS:
- Central 135: segunda a sábado, das 7h às 22h — para dúvidas, denúncias e bloqueio preventivo do benefício.
- Meu INSS: site ou aplicativo Android/iOS — consulta de extrato, agendamentos e dados cadastrais.
- Site oficial do INSS: br/inss — informações oficiais sobre benefícios e alertas de segurança
- Polícia Militar: 190 — emergência
- Polícia Civil: 197 ou delegacia online — registro de boletim de ocorrência
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