Meta anunciou na terça-feira (31 de março) dois novos modelos de óculos inteligentes da linha Ray-Ban, desenvolvidos especificamente para quem usa lentes de grau.
Os dispositivos Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics, ambos da segunda geração, chegam com inteligência artificial integrada, design ajustável e compatibilidade com praticamente todos os tipos de prescrição oftalmológica.
Confira abaixo os detalhes dos novos modelos, as diferenças entre eles, os recursos de inteligência artificial, os preços e quando estarão disponíveis no Brasil.
O que muda em relação aos modelos anteriores?
Os óculos inteligentes da Meta já permitiam o uso de lentes corretivas, mas não haviam sido projetados especificamente para esse fim. A diferença dos novos Blayzer Optics e Scriber Optics é que eles foram desenhados desde a concepção para funcionar como óculos de grau.
Isso significa armações mais finas e leves, com recursos de ajuste que não existiam nas versões anteriores: dobradiças com extensão extra, plaquetas nasais intercambiáveis e hastes ajustáveis, permitindo que o óptico adapte o encaixe ao formato de rosto de cada usuário.
Os modelos também são compatíveis com uma variedade maior de lentes, incluindo opções progressivas e de transição. Ambos acompanham lentes premium e um novo estojo de carregamento na cor Dark Brown. A tecnologia é a mesma da segunda geração dos Ray-Ban Meta, com câmera integrada, áudio aberto e acesso à Meta AI.
Blayzer x Scriber: qual a diferença?
Os dois modelos se diferenciam principalmente pelo formato da armação. Confira a comparação:
| Característica | Blayzer Optics | Scriber Optics |
| Formato | Retangular | Arredondado |
| Estilo similar a | Wayfarer | Headliner |
| Tamanhos | Padrão e grande | Tamanho único |
| Opções de cor | Inclui versões translúcidas | Inclui Stone Beige translúcido |
| Preço (EUA) | A partir de US$ 499 | A partir de US$ 499 |
| Preço (Brasil) | A partir de R$ 3.899 | A partir de R$ 3.899 |
Nos Estados Unidos, os óculos Display (com tela integrada) também podem ser encomendados com lentes de prescrição por um adicional de US$ 200 (cerca de R$ 1.000).
O valor inicial de R$ 3.899 no Brasil não inclui as lentes de grau, que podem elevar o custo final dependendo da configuração escolhida. A versão padrão Meta Wayfarer Gen 2 (sem foco em prescrição) parte de R$ 3.299 no país.
Recursos de inteligência artificial
Além do hardware, a Meta anunciou novas funcionalidades de software que serão disponibilizadas para toda a linha de óculos inteligentes.
Entre os destaques está a ampliação do suporte à tradução simultânea, que passará a cobrir 20 idiomas, incluindo mandarim, japonês, coreano e árabe. O recurso permite que o usuário converse com pessoas que falam outros idiomas e receba a tradução em tempo real pelo áudio dos óculos.
Outra novidade é o rastreamento de alimentação e nutrição por meio da Meta AI. O usuário pode registrar refeições por comando de voz ou tirando uma foto com a câmera dos óculos. O sistema identifica os alimentos, estima as informações nutricionais e organiza os dados no aplicativo Meta AI.
Os óculos também passarão a oferecer resumos de conversas longas no WhatsApp, entregues por comando de voz, substituindo a necessidade de ler mensagens sequencialmente. Para os modelos com display, há ainda um recurso de escrita à mão neural, que permite compor mensagens traçando letras com o dedo em qualquer superfície.
A navegação para pedestres, com instruções passo a passo na tela, será expandida para todas as cidades dos EUA a partir de maio.
Mercado em expansão
As vendas globais de óculos inteligentes atingiram 9,6 milhões de unidades em 2025, segundo dados da International Data Corporation (IDC). A Meta responde por cerca de 76,1% desse total, consolidando-se como líder absoluta do segmento.
A expectativa é que o mercado alcance 13,4 milhões de unidades vendidas em 2026. Só a linha Ray-Ban Meta registrou mais de sete milhões de pares vendidos no último ano, de acordo com a EssilorLuxottica, parceira da Meta no desenvolvimento dos dispositivos.
O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou em janeiro que “bilhões de pessoas usam óculos ou lentes de contato para correção da visão” e que, em poucos anos, a maioria dos óculos usados pelas pessoas será equipada com inteligência artificial. A aposta da empresa é que os óculos inteligentes se tornem a principal plataforma de computação pessoal do futuro.
Concorrência e novas cores
A Meta não está sozinha nesse mercado. A Snap criou uma unidade independente para desenvolver óculos de realidade aumentada voltados ao consumidor final. O Google, por sua vez, firmou parceria com a Warby Parker para lançar óculos com IA. Outros fabricantes, como a Rokid, oferecem alternativas mais acessíveis, a partir de US$ 279.
Além dos dois novos modelos com foco em grau, a Meta também anunciou novas combinações de cores e lentes para a linha já existente. O modelo Skyler recebe a opção Shiny Transparent Peach com lentes Transitions Grey, e o Wayfarer ganha a versão Shiny Transparent Grey com lentes Transitions Brown.
As linhas Oakley Meta Vanguard e HSTN também serão atualizadas com lentes Prizm Dark Golf e, no caso do Vanguard, a lente Prizm Transitions, que se adapta automaticamente a diferentes condições de iluminação.
Quando chega ao Brasil?
Nos Estados Unidos, a pré-venda já está disponível nos sites da Meta e Ray-Ban, com início das vendas em óticas e redes como LensCrafters e Sunglass Hut a partir de 14 de abril.
No Brasil, segundo a Meta, os novos modelos com foco em lentes de grau devem chegar neste mês de abril, com preço inicial de R$ 3.899, sem incluir as lentes de prescrição. A distribuição será feita por canais tradicionais do varejo óptico.
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