A partir de janeiro de 2027, quem não tiver nenhum cadastro biométrico precisará emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para solicitar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A presidente do INSS garantiu que não haverá corte de benefícios por causa da mudança — mas quem ainda não regularizou a situação precisa entender as novas regras para não ser pego de surpresa.
Continue lendo e confira o cronograma completo, quem já está regular e como emitir a CIN gratuitamente.
O que é a biometria e por que o INSS está exigindo
Biometria é o conjunto de dados físicos únicos do corpo de uma pessoa usados para confirmar sua identidade — principalmente impressões digitais e foto do rosto. Quando o cidadão emite a nova CIN, essas informações são coletadas e armazenadas em uma base digital do governo.
O INSS passará a exigir esse cadastro para garantir que os benefícios cheguem ao titular correto, reduzindo fraudes e irregularidades no sistema previdenciário. A medida faz parte do governo federal para integrar os serviços públicos e centralizar a identificação dos cidadãos.
Por que os prazos foram ampliados
A Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, publicada em abril de 2026, oficializou um novo cronograma para a obrigatoriedade da biometria na concessão e renovação de benefícios sociais.
A medida ampliou os prazos originais — que poderiam impactar beneficiários já em maio de 2026 — para dar mais tempo à população para se regularizar sem risco de perder o acesso aos benefícios.
A regulamentação entra em vigor em 30 de abril de 2026, revogando as regras anteriores sobre o tema. Segundo o governo, a mudança serve para que os cidadãos realizem o cadastro biométrico de forma gratuita, sem pressão de prazo imediato.
Quem já está regular e não precisa se preocupar
A presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, reforçou que a grande maioria das pessoas já possui algum tipo de cadastro biométrico e não precisa correr para regularizar a situação agora. Veja quem já está com a situação regular:
- Quem votou nas eleições e tem título de eleitor com biometria cadastrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
- Quem possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) com biometria
- Quem possui passaporte com registro biométrico
- Quem já emitiu a nova CIN — que já está nas mãos de cerca de 49,8 milhões de brasileiros
Para esse grupo, a CIN só passa a ser o único documento aceito a partir do dia 1º de janeiro de 2028. Não há nenhuma ação imediata necessária.
Quem precisa se regularizar e até quando
Quem não possui nenhum dos documentos listados acima — ou seja, nunca fez biometria em nenhum órgão público — precisará emitir a CIN a partir do dia 1º de janeiro de 2027 para dar entrada em qualquer benefício do INSS ou programa social.
Para os beneficiários que já recebem e precisarem atualizar a biometria, o INSS fará um comunicado individual com antecedência, pelos canais oficiais como o aplicativo Meu INSS e o extrato bancário. Não haverá bloqueio automático do pagamento durante o processo de regularização.
Grupos dispensados da obrigatoriedade
A regulamentação prevê exceções para grupos que enfrentam dificuldades de acesso. Enquanto o poder público não oferecer alternativas adequadas, a exigência fica suspensa para:
- Pessoas com mais de 80 anos
- Migrantes, refugiados e apátridas
- Moradores de áreas remotas ou de difícil acesso
- Pessoas com dificuldades de locomoção devido a condições de saúde ou deficiência

Como emitir a CIN gratuitamente
A primeira via da CIN é gratuita em todos os estados. O processo é presencial e exige agendamento prévio. Veja o passo a passo:
- Acesse o portal Gov.br, entre no link de agendamento do seu estado e marque a coleta de biometria
- No dia do atendimento, leve a certidão de nascimento ou de casamento (original ou cópia autenticada)
- No atendimento, serão coletadas foto, assinatura e impressões digitais
- Se quiser, inclua outros documentos como CNH, título de eleitor ou carteira de trabalho na versão digital da CIN
A recomendação do governo é não deixar para a última hora. A demanda pelos postos de atendimento tende a crescer à medida que o prazo de 2027 se aproxima, e o agendamento pode demorar mais em períodos de alta procura.
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