Oito em cada dez idosos em São Paulo já foram alvo de tentativas de golpes virtuais por mensagens, e-mails ou ligações, segundo levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Entre as pessoas com mais de 60 anos, 68% afirmam se sentir vulneráveis no ambiente digital, percentual acima da média da população paulista, de 62%.
A maior presença dos idosos nas redes sociais, aplicativos de mensagens e outros serviços digitais também ampliou a exposição desse público a possíveis fraudes. Embora os golpes atinjam diferentes faixas etárias, o estudo indica que pessoas acima dos 60 anos se sentem menos protegidas do que os adultos mais jovens, principalmente diante de abordagens que exigem uma resposta rápida.
Nesse cenário, alguns cuidados no uso das plataformas digitais podem ajudar a identificar abordagens suspeitas e reduzir o risco de cair em golpes. Medidas simples, como desconfiar de pedidos urgentes, verificar a identidade de quem entra em contato e evitar o compartilhamento de dados pessoais, tornam a navegação mais segura. Confira!
Comportamentos que dificultam fraudes em redes sociais

Adotar cuidados básicos com dados pessoais e informações bancárias é uma das principais formas de reduzir o risco de fraudes contra idosos. Medidas simples, como nunca informar códigos recebidos por SMS e confirmar a origem de solicitações inesperadas feitas por telefone, ajudam a evitar diferentes tipos de golpes, segundo orientações de especialistas em segurança digital.
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ENTRAR NO GRUPO →- Verificar pedidos de dinheiro: ao receber mensagens urgentes de familiares solicitando transferências, procure entrar em contato com o número que já consta na agenda, não respondendo diretamente aos pedidos via aplicativo.
- Jamais repassar códigos de verificação: o código recebido por SMS para autenticação em aplicativos como WhatsApp ou bancos deve ser sigiloso. Há relatos recorrentes de criminosos tentarem acesso a contas a partir dessa abordagem.
- Usar confirmação em duas etapas: ativar essa opção nas configurações do WhatsApp impede a mudança de aparelho sem senha adicional, ampliando a proteção do perfil.
- Suspeitar de links e promoções: links com ofertas muito vantajosas, supostos benefícios ou premiações direcionam para páginas falsas. O ideal é checar informações apenas pelos canais oficiais ou aplicativos já conhecidos.
- Manter perfis fechados: detalhes de rotina familiar, fotos e informações pessoais em contas públicas facilitam a abordagem dos golpistas. Perfis privados limitam a exposição.
- Definir palavra-chave: um termo combinado apenas entre familiares pode servir de proteção adicional para confirmar emergências, principalmente se solicitado em situação suspeita por mensagem.
Panorama da vulnerabilidade digital em idosos
Entre os idosos em São Paulo, 68% sentem-se vulneráveis a ataques digitais, segundo o estudo da Fundação Seade. Ainda que 82% já estejam expostos a tentativas de fraude, esse grupo revelou percentual inferior à média estadual, de 88%.
O levantamento também destaca que a vulnerabilidade cresce conforme a faixa etária, mas o grupo entre 45 e 59 anos atingiu o índice mais alto, de 92%.
A insegurança digital preocupa mais os mais velhos do que os jovens adultos, reforçando a importância de ações de prevenção exclusivas para o público 60+.
Tipos de golpes mais recorrentes: como reconhecer?
Golpistas variam suas abordagens, mas sinais e padrões aparecem com frequência nas tentativas de fraude. Confira:
| Tipo de golpe | Como chega | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Falso parente | WhatsApp com número novo e foto de familiar | Pedido de dinheiro urgente e recusa em atender ligação |
| Clonagem de WhatsApp | Mensagem pedindo o código recebido por SMS | Solicitação de código de verificação |
| Golpe do romance | Redes sociais ou aplicativos de namoro | Rápido vínculo e pedido de dinheiro |
| Falsa central do banco | Ligação ou mensagem sobre compra suspeita | Pedido de senha, transferência ou instalação de app |
| Falso benefício | Anúncio ou link em rede social | Cobrança de taxa para liberar valor |
| Falsa promoção | Link com prêmio ou desconto elevado | Pedido de CPF, cartão ou pagamento antecipado |
O principal elemento em comum é a insistência para que a vítima decida rapidamente, sem consultar outra pessoa.
Assistência familiar e prevenção contínua
Conversar com frequência sobre abordagens suspeitas facilita a identificação de golpes entre idosos. O criminoso costuma apostar no constrangimento da vítima, dificultando a busca por auxílio. A participação de filhos e netos na configuração do celular, ajustes na privacidade e definição de uma rotina para checagem de solicitações de dinheiro são ações recomendadas.
A combinação de consultar alguém de confiança antes de qualquer movimentação financeira, for a dos padrões habituais, reduz o risco de prejuízos.
Providências rápidas diante de um golpe consumado
Agir rapidamente após identificar uma fraude pode aumentar as chances de recuperar valores e impedir novos prejuízos. Diante de uma situação suspeita ou de um golpe confirmado, algumas providências devem ser tomadas o quanto antes:
- Informar imediatamente o banco; vítimas de transferências via Pix podem solicitar devolução por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
- Registrar boletim de ocorrência, presencialmente ou, em diversos estados, nas delegacias eletrônicas.
- Para recuperação do WhatsApp, reinstalar o aplicativo, confirmar o número e avisar seus contatos o quanto antes.
- Notificar amigos e familiares pode evitar que outros caiam no mesmo golpe.
- Denunciar ao Disque 100, canal oficial da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos para casos envolvendo idosos.
Fique por dentro de mais informações como essa diariamente no Portal Melhor Idade.
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