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Home Saúde 60+

Câncer na vulva: Fique atenta aos principais sinais e sintomas da doença

Giovanna Costa por Giovanna Costa
31 de janeiro de 2025, 19:29h
em Saúde 60+
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Imagem de um médico mostrando a simulação de um câncer de vulva

É essencial que as mulheres estejam atentas às mudanças em seu corpo e busquem orientação médica. Imagem: Agência Brasil.

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A vulva, região externa da genitália feminina, pode ser afetada por diversos tipos de câncer, sendo o carcinoma de células escamosas o mais comum. Embora represente apenas uma pequena parcela dos tumores ginecológicos, o câncer vulvar não deve ser subestimado. O reconhecimento precoce dos sinais e a busca por atendimento médico adequado são fundamentais para um prognóstico favorável.

Compreendendo o Câncer na Vulva

O câncer na vulva é uma neoplasia maligna que se desenvolve nos tecidos da região genital externa feminina. Esta área inclui os lábios maiores e menores, o clitóris, o monte de Vênus e as aberturas da vagina e da uretra. Embora seja considerado um tipo raro de câncer, representando cerca de 4% de todos os cânceres ginecológicos, sua incidência tem aumentado nas últimas décadas.

A maioria dos casos de câncer vulvar ocorre em mulheres com mais de 60 anos, mas é importante ressaltar que a doença pode afetar mulheres de todas as idades. O tipo mais comum é o carcinoma de células escamosas, responsável por aproximadamente 90% dos casos. Outros tipos menos frequentes incluem o melanoma, o carcinoma de células basais e o adenocarcinoma.

O desenvolvimento do câncer na vulva geralmente é um processo lento, que pode levar anos. Muitas vezes, ele é precedido por condições pré-cancerosas, como a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV). Identificar e tratar essas lesões precursoras pode prevenir a progressão para um câncer invasivo.

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Sinais e Sintomas do Câncer Vulvar

Imagem de uma mulher sentindo dor pélvica por conta de um câncer de vulva
Reconhecer os sinais e sintomas do câncer na vulva é importante para um diagnóstico precoce. Imagem: Freepik.

Muitas vezes, os sintomas iniciais podem ser sutis ou confundidos com outras condições menos graves. É importante estar atenta às seguintes manifestações:

  1. Coceira persistente: Uma coceira na região vulvar que não melhora com tratamentos convencionais e persiste por semanas ou meses pode ser um sinal de alerta.
  2. Alterações na pele: Mudanças na cor, textura ou espessura da pele vulvar devem ser observadas. Áreas esbranquiçadas, avermelhadas ou escurecidas merecem atenção.
  3. Lesões ou feridas: A presença de feridas, úlceras ou verrugas que não cicatrizam em um período de quatro semanas é motivo para consulta médica.
  4. Nódulos ou caroços: Qualquer protuberância ou inchaço incomum na região vulvar deve ser avaliada por um profissional de saúde.
  5. Dor ou sensibilidade: Desconforto ou dor na área vulvar, especialmente se persistente ou associada a outras alterações, não deve ser ignorada.
  6. Sangramento anormal: Sangramento não relacionado ao ciclo menstrual ou após a menopausa requer investigação.
  7. Dor ao urinar: Desconforto ou ardência durante a micção, quando não associados a infecções urinárias, podem ser sintomas de câncer vulvar.

É importante ressaltar que a presença desses sintomas não necessariamente indica câncer, mas justifica uma avaliação médica para descartar essa possibilidade ou diagnosticá-la precocemente.

Fatores de Risco para o Câncer na Vulva

Compreender os fatores que aumentam o risco de desenvolvimento do câncer vulvar é essencial para a prevenção e detecção precoce. Embora a presença desses fatores não signifique que uma mulher necessariamente desenvolverá a doença, eles indicam a necessidade de maior vigilância. Os principais fatores de risco incluem:

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  1. Idade avançada: A maioria dos casos de câncer vulvar ocorre em mulheres com mais de 60 anos, embora possa afetar mulheres mais jovens.
  2. Infecção pelo HPV: O papilomavírus humano, especialmente os tipos de alto risco, está associado a um aumento significativo no risco de câncer vulvar.
  3. Tabagismo: Fumar aumenta o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o vulvar, especialmente em mulheres infectadas pelo HPV.
  4. Imunossupressão: Condições que enfraquecem o sistema imunológico, como HIV/AIDS ou uso de medicamentos imunossupressores, podem elevar o risco.
  5. Doenças de pele: Certas condições dermatológicas, como o líquen escleroso, estão associadas a um maior risco de câncer vulvar.
  6. Histórico de cânceres ginecológicos: Mulheres com histórico pessoal ou familiar de câncer de colo do útero ou outros cânceres ginecológicos têm um risco aumentado.
  7. Exposição à radiação: Tratamentos prévios com radioterapia na região pélvica podem aumentar o risco de câncer vulvar.
  8. Múltiplos parceiros sexuais: Um maior número de parceiros sexuais ao longo da vida pode aumentar o risco de infecção por HPV e, consequentemente, de câncer vulvar.

É importante lembrar que muitos desses fatores de risco são modificáveis. Adotar um estilo de vida saudável, evitar o tabagismo e praticar sexo seguro são medidas que podem reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer na vulva.

Diagnóstico do Câncer Vulvar

Imagem de uma mulher vendo um exame de imagem na ginecologista
O diagnóstico precoce do câncer na vulva é fundamental para um tratamento eficaz e um prognóstico favorável. Imagem: Freepik.

O processo de diagnóstico geralmente envolve várias etapas e pode incluir diferentes métodos, dependendo dos sintomas apresentados e da suspeita clínica. Os principais métodos de diagnóstico incluem:

  1. Exame físico: O médico realizará uma inspeção visual detalhada da vulva, buscando alterações suspeitas na pele ou na estrutura dos tecidos.
  2. Colposcopia: Este exame utiliza um instrumento chamado colposcópio para visualizar a vulva e a vagina com maior ampliação, permitindo a identificação de áreas anormais.
  3. Biópsia: A retirada de uma pequena amostra de tecido para análise microscópica é o método definitivo para confirmar o diagnóstico de câncer vulvar.
  4. Exames de imagem: Tomografia computadorizada, ressonância magnética ou PET-CT podem ser solicitados para avaliar a extensão da doença e verificar se houve disseminação para outros órgãos.
  5. Exames laboratoriais: Testes sanguíneos podem ser realizados para avaliar a saúde geral da paciente e auxiliar no planejamento do tratamento.

É importante ressaltar que não existem exames de rastreamento específicos para o câncer na vulva, como ocorre com o câncer de colo do útero. Por isso, a atenção aos sintomas e a realização de exames ginecológicos regulares são fundamentais para a detecção precoce.

Tratamento do Câncer Vulvar

O tratamento do câncer na vulva é individualizado, levando em consideração fatores como o estágio da doença, o tipo de tumor, a idade e o estado geral de saúde da paciente. As principais modalidades de tratamento incluem:

  1. Cirurgia: É o tratamento primário para a maioria dos casos de câncer vulvar. Pode envolver a remoção apenas do tumor (vulvectomia parcial) ou de toda a vulva (vulvectomia radical), dependendo da extensão da doença.
  2. Radioterapia: Utiliza radiação ionizante para destruir células cancerosas. Pode ser empregada antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor ou após, para eliminar células remanescentes.
  3. Quimioterapia: Medicamentos que combatem as células cancerosas são administrados por via oral ou intravenosa. Geralmente é utilizada em combinação com a radioterapia ou em casos avançados.
  4. Imunoterapia: Estimula o sistema imunológico do próprio corpo a combater o câncer. É uma opção mais recente, utilizada principalmente em casos recorrentes ou metastáticos.
  5. Terapia-alvo: Medicamentos que atacam especificamente as células cancerosas, causando menos danos às células saudáveis. Seu uso no câncer vulvar ainda é limitado, mas promissor.

O planejamento do tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir ginecologistas oncológicos, radioterapeutas, oncologistas clínicos e cirurgiões plásticos. O objetivo é oferecer o tratamento mais eficaz, preservando ao máximo a função e a qualidade de vida da paciente.

Prevenção e Autocuidado

Imagem de uma mulher tomando a vacina do HPV
Existem algumas maneiras de se prevenir e a principal delas é a vacinação contra o HPV. Imagem: Freepik.

A prevenção do câncer na vulva está intimamente ligada à adoção de hábitos saudáveis e à atenção à saúde íntima. Algumas medidas importantes incluem:

  1. Vacinação contra o HPV: A imunização é uma das formas mais eficazes de prevenir infecções pelo papilomavírus humano, reduzindo significativamente o risco de câncer vulvar.
  2. Prática de sexo seguro: O uso de preservativos reduz o risco de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HPV.
  3. Abandono do tabagismo: Parar de fumar diminui o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o vulvar.
  4. Higiene íntima adequada: Manter a região genital limpa e seca, evitando produtos irritantes, contribui para a saúde da vulva.
  5. Autoexame regular: Observar a região vulvar periodicamente ajuda a identificar alterações precocemente.
  6. Consultas ginecológicas regulares: Exames preventivos anuais são essenciais para a detecção precoce de alterações suspeitas.
  7. Alimentação saudável e exercícios: Uma dieta equilibrada e a prática regular de atividades físicas fortalecem o sistema imunológico.
  8. Atenção a sintomas: Qualquer alteração persistente na região vulvar deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Giovanna Costa

Giovanna Costa

Graduanda em Letras pela UNEB. Redatora grupo Sena Online

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